12 Julho 2010

Confusão… Ou talvez não.

Dizem que a distância, como a noite, é boa conselheira. Acabo de rever a lista de artigos que publiquei, à distância de meses, e verifico a confusão que aparentam.

Terei mesmo os pensamentos assim tão baralhados? Ou será terapêutico colocar as loucuras assim no papel digital? Ou, ainda, será uma tentativa de trazer o meu eu à superfície?

Permanece a dúvida… Mas acredito que há esperança de que encontre a organização de que pareço necessitar antes que seja tarde demais.

Comentários (0)

29 Abril 2010

Constatações 5

Às vezes gostava de voltar a sentir esperança…

Comentários (0)

14 Setembro 2009

Destino terrível

Tocou-me tanto que cito na íntegra:

O mais terrível no destino? Percebermos depois, muito tempo depois, que tínhamos o necessário para que as coisas fossem diferentes — mas não o sabíamos. E que não é culpa nossa, continua a não ser culpa nossa, mas como não há mais ninguém a quem realmente possamos culpar, ou escolhemos a inocência geral do universo ou aceitamos como nossa essa culpa. A questão é que na inocência geral do universo nós não contamos nada. Preferimos a culpa. O mais terrível no destino, portanto? Ele revela a nossa culpa, e essa parece ser toda a história a que temos direito.

Luís Mourão, aqui.

Comentários (0)

4 Setembro 2009

A moleza

Nada como passar as férias de uma forma relaxada, sem horários para nada, sem promessas a cumprir, fazendo e indo apenas e quando apetece.

Não quero ser mal entendido, atenção! Claro que umas férias fora com viagem, tempo limitado e andar contra o relógio para fazer e ver tudo o que temos mesmo de experimentar também sabem muito bem. Mas não agora. Não este ano.

Comentários (0)

11 Novembro 2008

Constatações 4

- Por quem dobram os sinos, senhor?
- Por nós. Vós é que ainda não vos haveis apercebido.

Comentários (0)

6 Novembro 2008

Charme para adultos?

Lido num papel colado com plástico autocolante ao tampo da mesa da TV num quarto de um hotel com pretensões ao estatuto de “charme”, em Ferrara, Itália, durante uma solitária deslocação profissional:

AVISO: A partir das 23h e até à 01h, os canais 19 e 20 encontram-se sintonizados gratuitamente em canais de filmes para adultos.

Comentários (0)

5 Novembro 2008

A crise…

… é existencial.

Derrota

É quando o peso daquilo que julgamos conseguir fazer afinal nos atira para o chão.

Conseguir levantar os joelhos sabe muito, mas mesmo muito bem! E permanece a esperança de que não tornemos a cair muito depressa.

Desenho por Kyle T. Webster

Comentários (0)

9 Outubro 2008

Silêncio…

Fechou a torneira do chuveiro.
De repente, sentiu-se surpreendentemente enclausurado.
Tornou-se consciente do silêncio total e absoluto que entretanto tinha caído sobre ele.
Demasiado consciente.
Até o animal o fitava, imóvel, silencioso, inexpressivo, qual esfinge sentada no chão frio da casa de banho.
Continuou a perscrutar a ausência de ruído, procurando a causa da sua inquietude.
Ah.
Afinal fora apenas a Solidão que viera dizer que não se tinha ainda esquecido dele…

Comentários (0)

30 Julho 2008

Impróprio para menores: ofensas

Aviso: este artigo contém referências e/ou imagens sobre actos e/ou insinuações sexuais que podem ofender os mais puritanos (sim, que os putos sabem mais do que eu). Se for esse o seu caso, vá à Disney.

Convenhamos: metade do mundo anda a querer ter sexo; da outra metade, dois terços ainda queriam ter mais ou melhor. Pelas minhas contas, só um terço da humanidade anda minimamente satisfeita sexualmente. Daí infiro que o facto de que o sexo é algo bom e agradável é geralmente aceite por toda a gente. Quero dizer, pelo menos por toda a gente que não sofra de maleitas físicas, psicológicas ou religiosas que lhe tragam sofrimento antes, durante ou depois do dito acto sexual…

Orixx

Oryxx por Gary M

Salvo estas excepções, a experiência da queca é normalmente boa. Às vezes pode assumir os contornos de uma experiência mística — o que ultrapassa o reino da simples queca — ou outras vezes deixar os intervenientes meio insatisfeitos e a pedir mais — mais ou menos como um prato de uma refeição bem planeada — mas calculo que mesmo quem diga que uma certa sessão de sexo foi má terá tido momentos agradáveis durante a sua execução.

Ora bem, assim sendo, ontem dei por mim a pensar no motivo pelo qual as pessoas se ofendem tanto quando as mandam foder.

Assim mesmo.

“Vai-te foder!”

Apesar do tom odioso que é normalmente usado, mesmo assim se calhar deveríamos responder com um

“Obrigado, pá, que simpatia!”

Ou então

“Obrigado pela preocupação, mas agora não me apetece… Mais logo.”

Não?

Afinal, é suposto estarem a dizer-nos para irmos fazer algo de que toda a gente gosta. Mesmo que se refiram ao acto isolado, ao espectáculo de um artista só, à solidão da masturbação… De que quase toda a gente gosta: até mesmo a tal metade que quer ter sexo.

Desde quando é que o sexo se tornou um insulto?

Ah, pois, a fidelidade. Isso resolve-se: os casados, comprometidos, enamorados e restantes monogâmicos comprometidos e fiéis poderiam simplesmente responder:

“Obrigado, mas só com a minha gaja/mulher/namorada/etc” (ou gajo/marido/namorado/etc)

Ou qualquer coisa parecida, do género:

“Não faço trios/orgias/etc”

Homens preocupados com a sua reputação viril?

“Pá, eu é mais gajas…”

Mulheres preocupadas com a sua reputação social?

“Só com o amor da minha vida!”

Pessoas preocupadas com DSTs?

“Só com preservativo e/ou barreira dental e banhoca!”

E por aí fora ad infinitum

Regra geral, mandarem-nos ir foder é mais ou menos como dizer a quem gosta de morangos que vá comer morangos.

Porque é que as pessoas se ofendem tanto?

Ah, já sei: fazem parte dos primeiros dois terços!

Aviso: Se leste até aqui e te ofendeste, azar! Eu mandei-te ir à Disney! Se ficaste com vontade de me chamar nomes, estás à vontade, tens ali a caixa dos comentários. Se ficaste com vontade de dar uma queca, avisa… Pode ser que se arranje qualquer coisa.

Comentários (3)

27 Junho 2008

Constatações 3

 Scream (Munch)

Grito
e a dor
vai ali
mas volta
já.

Comentários (2)