14 Setembro 2009

Destino terrível

Tocou-me tanto que cito na íntegra:

O mais terrível no destino? Percebermos depois, muito tempo depois, que tínhamos o necessário para que as coisas fossem diferentes — mas não o sabíamos. E que não é culpa nossa, continua a não ser culpa nossa, mas como não há mais ninguém a quem realmente possamos culpar, ou escolhemos a inocência geral do universo ou aceitamos como nossa essa culpa. A questão é que na inocência geral do universo nós não contamos nada. Preferimos a culpa. O mais terrível no destino, portanto? Ele revela a nossa culpa, e essa parece ser toda a história a que temos direito.

Luís Mourão, aqui.

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